5 museus de arte contemporânea para conhecer e ver online

Uns mais novos, outros nem tanto. Sejam fundados a partir de acervos individuais, coleções herdadas ou resultado de uma ação coletiva de artistas e incentivadores motivados por um posicionamento estético e político, os museus de arte contemporânea podem divergir em suas práticas e abordagens, mas compartilham a paixão pelo presente. Conheça um pouco mais sobre o belga S.M.A.K., os norte-americanos MCA e New Museum, o portenho Malba, o inglês Serpentine, e saiba como eles estão mantendo sua programação viva em tempos de pandemia.

 

S.M.A.K. (Gante – Bélgica)

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Situado em Gante, a 60 km de Bruxelas, o museu belga foi inaugurado em 1999 e tem seu foco na arte produzida após o ano de 1945. Herdeiro do antigo Museu de Arte Contemporânea – antes um braço do Museu de Belas Artes local – conquistou sua independência e novo nome quando mudou-se para seu próprio espaço, um prédio em frente.
Ganhou notoriedade pela coleção permanente que inclui nomes como Francis Bacon, Andy Warhol, Bruce Nauman, Cobra, entre outros, além de promover exposições temporárias de artistas da Bélgica e internacionais.

Realizando eventos provocativos, S.M.A.K. se descreve como “dinâmico e não convencional”. “Em termos artísticos, nos apresentamos como um laboratório, um lugar de experimentação e renovação, onde podemos ver hoje o que será importante amanhã”, diz o diretor artístico Philippe Van Cauteren.

O museu já retomou suas atividades depois de um período fechado por causa da pandemia. Atualmente, funciona com compras antecipadas de ingressos e restringe a capacidade a 60 visitantes por vez. Exibe mostras do artista belga Kris Martin, do libanês Charbel-joseph H. Boutros e duas outras coletivas. Os guias com textos e fotos das obras estão disponíveis online. 

 

Museu de Arte Contemporânea – MCA (Chicago – EUA)

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Um dos principais museus de arte contemporânea do mundo, foi inaugurado em 1967 por um grupo de artistas, críticos, colecionadores e arquitetos com intenção de exibir o que havia de novo na arte. Desde o início, promovia, além das exposições, filmes, performances e atividades multidisciplinares visando ampliar a absorção da arte pelo público.

Sua história é marcada por nomes de peso, sua sede inicial foi o primeiro local a ser embrulhado pelo artista Christo, conhecido principalmente por ter “empacotado” grandes construções e paisagens naturais ao redor do mundo. Entre seus marcos importantes, exibiu mostras individuais de Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Frida Kahlo e a primeira de Jeff Koons.

Tem em sua coleção trabalhos de Kara Walker, Alfredo Jaar, Marlene Dumas, Thomas Hirschhorn, entre outros artistas importantes da atualidade.

Algumas obras do acervo estão disponíveis online. Durante a pandemia, o museu inaugurou uma parte na página chamada “Commons”, um espaço digital desenvolvido para a troca com o público. Lá, você pode encontrar palestras, debates e encontros promovidos através do Zoom (em inglês). Confira.

 

New Museum (Nova Iorque – EUA)

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Depois de quase uma década trabalhando na curadoria do Museu Whitney (EUA), a idealizadora do New Museum, Marcia Tucker, percebeu que artistas contemporâneos não eram tão facilmente absorvidos nos moldes tradicionais do museu. 

Concebido com o propósito de trazer ao público o que há de mais novo na arte, o New Museum é fundado em 1977 e se posiciona como uma instituição que visa não apenas apresentar, mas estudar e documentar a arte contemporânea. É reconhecido por valorizar e promover a arte produzida nos últimos anos, buscando a ponte entre as obras e o público atual.

Foi o primeiro museu de arte contemporânea em Nova Iorque depois da Segunda Guerra. A sede atual, desde 2005, é um marco arquitetônico. A direção mantém o olho atento a artistas emergentes, buscando trazer visibilidade a uma cena não necessariamente ainda reverenciada pela crítica ou conhecida pelo grande público. 

Disponibiliza tours virtuais bastante completos das exposições em sua página, com fotos, vídeos e audioguia (em inglês). Durante a pandemia, tem promovido eventos online com transmissão ao vivo, mediante inscrição.

 

Malba (Buenos Aires – Argentina)

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O museu foi fundado por Eduardo Costantini, empresário argentino dono de uma importante coleção de obras de arte do século XX. Seu acervo era emprestado para exibições na América e na Europa. Com a compra de um terreno, em 1998, a construção do Malba foi idealizada, tendo aberto suas portas em 2001.

A missão do museu é a de “colecionar, conservar, estudar e disseminar a obra latino-americana desde o início do século XX”. Em seu acervo, está o célebre Abaporú, de Tarsila do Amaral, além de obras de Hélio Oiticica, Diego Rivera e Frida Kahlo.

Mais do que um museu, o Malba se coloca como um centro cultural, com um importante acervo cinematográfico, debates e eventos visando difundir e valorizar a cultura latino-americana. Embora não se concentre exclusivamente na arte contemporânea, dedica uma parte central da sua programação anual a artistas deste cenário, tendo exibido obras de Ernesto Neto, Lygia Clark, uma importante mostra de Leandro Erlich em 2019, entre outros.

Atualmente fechado, tem oferecido cursos online pagos durante a pandemia, além de uma mostra de cinema francês contemporâneo e outra de cinema argentino. Ambas gratuitas. Você pode conferir aqui.

 

Serpentine Galleries (Londres – Inglaterra)

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Com entrada gratuita, querida pelos londrinos, Serpentine Galleries conta com um calendário de cerca de 8 exposições anuais. Não possui coleção permanente, o que compensa com mostras de força no cenário contemporâneo, já tendo recebido artistas como Jeff Koons e Marina Abramovic. No ano de 2020, celebra seu aniversário de 50 anos.

Começou como um projeto do conselho de artes da Inglaterra e ganhou independência já na primeira década de sua formação. Diferentemente dos outros museus, Serpentine não conta os nomes que lhe fundaram em sua página, aparentemente se posicionando de forma mais horizontal e destacando os artistas que fizeram parte desta trajetória.

O nome no plural, “galerias”, se refere aos dois salões de exibição que dividem o mesmo terreno, além do Serpentine Pavilion, uma construção temporária realizada por um arquiteto convidado a cada ano. 

 

5 museus de arte contemporânea para conhecer e ver online
Serpentine Pavilion, projetado pelo arquiteto Bjarke Ingels, em 2016.

A proposta do projeto é escolher um arquiteto com certo reconhecimento internacional, mas que ainda não tenha feito uma obra no Reino Unido. Em apenas seis meses, desde o convite inicial até a data de inauguração, é erguido na parte externa do museu um pavilhão que abriga performances ao vivo, eventos diversos, além de propostas de convivência e interação com o público.

Oscar Niemeyer fez parte da lista de arquitetos em 2003. 

Além da página, Serpentine disponibiliza um tour virtual através do aplicativo gratuito Bloomberg Connects, na Google Play e na App Store. Lá você pode conhecer o trabalho dos artistas em exposição por fotos, áudios, ouvir podcasts e conhecer mais sobre a história do museu e dos pavilhões.

 

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